Reiki é sistema milenar de cura Tibetano que se vale dos recursos energéticos universais, no qual se alcança um estado de Paz, Harmonia e saúde plena.
A Energia Vital (Universal ou Cósmica) é transmitida através do terapeuta Reikiano, que em sua formação nesta área, tem seus Chakras Coronário, Cardíaco e das mãos, ativados, possibilitando captar a energia Cósmica com grande intensidade, irradiando-a pelas mãos ao paciente, revitalizando todo seu corpo, otimizando suas funções orgânicas, e eliminando estresse, tensão, dores, processos inflamatórios, acelerando a regeneração celular em ferimentos, cirurgias e fraturas.
Sabe-se do Reiki por volta de 1800, através do Dr. Mikao Usui, na Universidade de Kioto, no Japão. Pesquisador na China, Universidade de Chicago nos USA, entre tantos outros países, sempre em busca de explicações sobre as “curas milagrosas”, ou como alguns preferem, como “Jesus curava”.
A tradução não literal da palavra Reiki quer dizer: REI a “Mais alta inteligência (espiritualidade)” e KI, energia física que animais tudo que é vivo.
O Reiki em animais utiliza as mesmas técnicas que são utilizadas em humanos, as mesmas posições dos Chakras, diferenciando-se principalmente pela postura de quem recebe, e pelo tempo de aplicação, pois nas primeiras sessões de Reiki, os animais tendem ficar inquietos, o que muda bruscamente após a terceira ou quarta aplicação, onde os animais passam a seguir o terapeuta e esperar o tratamento.
Em pequenos animais, isso fica evidente, quando cães ou gatos chegam a postar a cabeça entre as mãos do terapeuta, ou eqüinos, que mesmo soltos param na frente do terapeuta Reikiano como a esperar “algo”.
Em eqüinos, apesar o uso de Reiki ser algo muito recente, e considerado “experimental” ainda, os resultados são excelentes! Tem sido utilizado nas mais diversas situações que a clínica de eqüinos, principalmente atletas, nos impõe no dia a dia.
Cavalos de temperamento difícil, agressivos, nervosos, agitados em excesso, tendem a exigir bastante atenção do terapeuta Reikiano, até por que, em alguns casos, não é possível nem mesmo, tocar no animal nas primeiras sessões. Os períodos de tratamento são extremamente variáveis, mas em geral, tem se atingido o sucesso após a décima sessão, onde os animais passam a ser mais receptivos ao tratamento, e já demonstram “entender” o que se passa, e aceitar a presença do terapeuta. A partir deste ponto, a mudança no temperamento é vista a “grossos” olhos, notam-se os animais calmos, alguns até ganhando mais peso, melhorando a pelagem e a “expressão facial”.
Outra situação normal do dia a dia dos cavalos atletas são as dores musculares e articulares, onde o Reiki tem mostrado grandes resultados tanto na prevenção como a redução da dor. Sabendo-se do efeito regenerador do Reiki, é possível entender o que ocorre. A recuperação dos animais usando os tratamentos alopáticos convencionais, comparado aos animais usando estes mesmos tratamentos junto ao Reiki, é extremamente grande, o que deixa claro, a sua função, sem excluir os medicamentos ou terapias convencionais.
Em casos de cólicas ou outros distúrbios do trato gastro-intestinal, o Reiki é um excelente auxiliar no alívio da dor, que normalmente, é extremamente grave nestas situações, bem como na recuperação de cirurgias, evitando algumas seqüelas que são comuns após estes procedimentos! Há citações até mesmo de cura de cólicas complexas, por torção, onde o Reiki foi utilizado junto a terapia alopática, porém sem cirurgia.
Vale salientar, que o Reiki em animais ainda é muito novo, e por tanto exige muito estudo e prática de quem aplica. Também é importante que a pessoa que aplica o Reiki, seja um Médico Veterinário de formação convencional e Terapeuta Reikiano, para que possa identificar claramente os problemas a serem tratados, bem como, se a situação, de fato, é indicada para o uso do Reiki!
Henrique Noronha
Medico veterinário CRMS RS 09144
Terapeuta Reikiano
Apoio
PAMPA PRODUTOS VETERINÁRIOS
quarta-feira, 22 de julho de 2009
REIKI E EQUINOS
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terça-feira, 21 de julho de 2009
CAVALGADA DO LITORAL 2009
25ª CAVALGADA DO LITORAL – ANO 2009
Encerrou no sábado, dia 21 de fevereiro, a 25º edição da Cavalgada do Litoral na localidade de Granja Vargas em Palmares do Sul.
A Cavalgada, organizada pelo Sr. Vilmar Romeira, saiu da cidade do Torres no dia 13 de fevereiro, com destino a Palmares do Sul, contando com a participação de mais de 3500 cavaleiros e mais de 3000 pessoas de apoio, fazendo um percurso aproximadamente 200 km em oito dias, pelas praias do litoral norte do Rio Grande do Sul.
A concentração da Cavalgada foi no Parque do Balonismo em Torres, onde os Piquetes e CTG´s foram recebidos pelo “Piquete de Comando” da Cavalgada, Governo do Estado, a Secretária de Cultura Monica Leal, o Prefeito de Torres, e diversas outras autoridades e personalidades do Movimento Tradicionalista Gaúcho.
A imprensa estava com forte presença na 25ª Cavalgada do Litoral com a cobertura de diversas televisões, jornais, revistas e rádios. O destaque ficou para o apresentador Lairton Pinheiro, o Marreka, da Radio Rural AM1120 do Grupo RBS, que acompanhou o percurso montado em uma mula chamada Brigitte.
De Torres a Cavalgada partiu as 7:30h para praia de Arroio do Sal, em um ótimo acampamento, com excelente recepção dos veranistas. Este foi o maior e mais difícil trecho do percurso. O clima estava ensolarado e a temperatura alta, já indicando, como seriam os próximos dias. A chegada em Arroio do Sal ocorreu por volta das 15:30h.
No domingo, no mesmo horário, a Cavalgada partiu de Arroio do Sal, com destino ao CTG João Sobrinho, na Praia do Barco em Capão da Canoa, com o clima semelhante ao dia anterior. A estrutura oferecida aos participantes, pelo CTG João Sobrinho e a prefeitura de Capão da Canoa, estava excelente. Muita sombra, água a vontade e uma paisagem fantástica junto a lagoa.
Deixamos Capão da Canoa com destinos a Santa Terezinha, na praia de Imbé na segunda-feira, onde permanecemos por dois dias, descansando. A organização local recebeu a Cavalgada com um ótimo rodeio, com tiros de laço e gineteadas e ainda o lançamento do CD e DVD do festival “O Rio Grande canta o Cooperativismo” edição 2008, que tem a finalidade de promover os valores e princípios do cooperativismo. No palco do Festival estiveram diversos cantores consagrados no meio tradicionalista como João de Almeida Neto, Jairo Lambari Fernandes, Cristiano Quevedo, Angelo Franco, Shana Muller, Pirisca Grecco, Robledo Martins e diversos outros.
De Imbé, a Cavalgada partiu para a praia de Tramandaí, onde foi recebida no antigo Terminal Turístico, com péssima estrutura. A prefeitura de Tramandaí, mais uma vez deixou a desejar. Entre os problemas mais graves do local estavam o acumulo de lixo nos locais destinados aos acampamentos, segurança dos acampamentos e dos animais, e falta de luz e água. Para terminar, o show local que foi oferecido aos participantes, não condizia com a grandeza e com os propósitos do evento, de divulgar as tradições e costumes gaúchos.
Já na quinta-feira Cavalgada partiu para Cidreira, onde foi recebida no Terminal Turístico, com excelentes shows tradicionalistas. A dificuldade deste percurso foi a chuva, que pegou muitos cavalarianos desprevinidos e sem capas de chuva. A esta altura da cavalgada já era possível observar que número de “desistências” não era baixo. Já não se encontravam alguns piquetes, e diversos cavaleiros, traziam cavalos a cabresto (puxados, sem ninguém montado).
Na sexta-feira feira, a Cavalgada deixou Cidreira com destino a Dunas Altas, a ultima parada antes de chegar para o encerramento na granja Vargas em Palmares do Sul. Já em clima de final de festa.
Viamão esteve representado por diversos Piquetes e CTG´s, durante esta edição da Cavalgada. O destaque ficou com o CTG Armada Grande, entidade tradicional na cidade, e que pela primeira vez, foi representada na Cavalgada do Litoral. O piquete do CTG Armada Grande contou com sete participantes a cavalo e mais uma equipe de apoio, que se encarregou de organizar os acampamentos e as refeições da gauchada.
Junto ao piquete do CTG Armada Grande, estava, João Paulo Pacheco dos Reis, aos 68 anos de idade, consagrado Tradicionalista viamonense, fundador e diversas vezes Patrão desta entidade, sempre muito ativo junto a UTV (União Tradicionalista de Viamão) e a 1ª Região Tradicionalista.
No trajeto entre Imbé e Tramandaí, o CTG Armada Grande marcou a presença com algo inédito nesta cavalgada. Durante todo o percurso, três gaiteiros se encarregaram da animação da gauchada, tocando gaita ponto a cavalo, entre eles, o consagrado músico e compositor viamonense Jairo Terra.
O ano que vem tem mais, desta vez, começa em Palmares do Sul e percorre o litoral até chegar a Torres. E nós estaremos lá!
Henrique Noronha
Médico Veterinário
henriquenoronha@pop.com.br
ARTIG PUBLICADO NA "REVISTA VIAMÃO" EM MARÇO DE 2009
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Gaúchos e Cavalos
O cavalo e o Gaúcho
“... E eu me orgulho – vos digo com franqueza,
Pois quem não sente orgulho pelo pingo
Não nasceu nestes pagos, com certeza!”
(Vargas Neto)
Não há história neste Estado, que não se fale em cavalo! Mouros, Zainos, ou Rosilhos, em cada capítulo, há sempre um gaúcho a Cavalo!
O Gaúcho a pé, é um assunto “moderno”. Aconteceu com chegada dos Imigrantes, principalmente Italianos e Alemães, povos ligados a terra, lavoureiros de procedência. Não menos gaúchos, nem menos importantes, pelo contrário, em quanto as guerras se faziam em lanças e cargas de cavalarias, eles abasteciam os celeiros na guerra do dia a dia com enxadas e carretas!
Não se sabe bem ao certo como o cavalo chegou por aqui! Fernando O. Assunção, no livro El Gaucho, cita um documento do dia 23 de maio de 1493, em Barcelona, em que os Reis Católicos Isabel e Fernando, ordenam a D. Pedro de Mendoza, o envio de 25 Cavalos e Cavaleiros para a América, e ainda cinco cavalgaduras de reserva, e que estas cinco sejam éguas.
Em 1768, quando os jesuítas foram expulsos, só na região das Missões existia perto de duzentos mil cavalos, mesmo depois dos rebanhos terem sido saqueados pelos índios infiéis que iam até as proximidades dos “Povos” fazer grandes arrebanhamentos para vender aos portugueses. Esta enorme quantidade de cavalos não se explica apenas com estes 30 cavalos trazidos por D. Pedro de Mendoza, visto que as éguas dão apenas uma cria por ano, e destes trinta cavalos, provavelmente apenas os 5 reservas eram éguas, pois para as Cavalarias, se preferiam os Garanhões!
O mesmo Fernando O. Assunção cita que este crescimento populacional exponencial, teve a participação de índios chilenos que trouxeram cavalos “transandinos” dos vales andinos, também de origem Espanhola, e que estes se multiplicaram nas planícies da Pampa Gaucha (Uruguai, Argentina e Rio Grande do Sul).
Se não sabemos como chegaram ao certo, ao menos imaginamos como se desenvolveram! Vastas planícies, campo de sobra para as manadas em desenvolvimento, para com o auxilio da Natureza, forjar o sangue rude e guapo dos Crioulos gaúchos de pura cepa Riograndense, como os “Mouros de Ferro” de D. Martins, alusão aos cavalos “Marca de fisga” das Cabanhas Cinco Salsos de Bagé e Aceguá e La Invernada, do Uruguai, onde predominam as pelagens Moura e Rosilha, e em sua principal característica, a Resistência interminável!
Lá por 1600, aproximadamente, me parece que alguns índios já começavam a desenvolver técnicas para amansar e domar estes cavalos, então “selvagens” para as suas montarias, já que o conflito com os colonizadores era inevitável! Hoje muito se fala em doma racional, “encantadores de cavalos”, açúcar no lugar do chicote, mas os índios já nesta época entendiam de tudo isso!
Domavam de acordo com a natureza de cada individuo, sem bocal nem rédeas, o comando era dado apenas com as pernas e alguns sinais sonoros. O cavalo do índio da Pampa Gaucha, aprendia a galopear boleado (maneado por boleadeiras), galopear com a cabeça tapada, galopear em campos acidentados, banhados, charcos e tacurus, bem como cruzar rio cheio com o índio agarrado a cola, saltar obstáculos ou mesmo permanecer imóvel, por horas a fio, aguardando momento certo para alguma ação!
Talvez daí trazemos esta ligação com o cavalo! Não há povo mais identificado com a figura do Centauro, que o Gaúcho! Nascemos, crescemos e desaparecemos a Cavalo. Ah! Vida perfeita! Arrisco até dizer que por aqui, o cachorro é o segundo melhor amigo do homem, por que o primeiro há de ser o cavalo! Ao menos do homem gaúcho!
O Poeta Guilherme Schultz Filho, em seus versos “Retrato da alma Gaúcha”, expressou de melhor maneira impossível, a importância do cavalo em cada fase da vida do Gaúcho:
“...Em cada ronda da vida
eu tive um pingo de lei...”
Quando ele era menino, além de uma egüinha bragada da cor da alvorada, tinha um peticinho faceiro, overo, com o nome de Fantasia - o alimento de toda criança.
Quando moço:
“Era um ruano - ouro nas crinas!
festejado pelas chinas
que o chamavam “Sedutor”
Já adulto, escolheu um bagual “mouro fanfarrão”, que refletia a sua alma indomável:
“O meu cavalo de guerra, chamava-se "Liberdade"!
Chomico! Quanta saudade, me alvorota o coração!
Era um mouro fanfarrão, crioulo da própria marca
e eu ia como um monarca, na testa do esquadrão”.
Depois, com o passar dos anos, a experiência da velhice lhe fez escolher um picaço bom de trote:
”O cavalo que eu encilho
nesta quadra da existência,
dei-lhe o nome de - “Experiência”.
E o poeta encerra com os seguintes versos:
“E, assim, vou descambando. ao tranco e sem escarcéu...
Sempre tapeado o chapéu, por orgulho de gaúcho
e se Deus me permite o luxo, entro a cavalo no céu!”
O cavalo nos dá assunto pra escrever um jornal inteiro! Mas por que não deixar assuntos para as próximas edições?
Para encerrar, um verso do maior poeta gaucho!
... Tenho certeza no pealo / e laço de toda trança.
Desde os tempos de criança / sempre andei bem a cavalo,
Cacho atado a Cantagalo, / bem sentado no lombilho,
Isso vem de pai pra filho, / é balda da nossa gente
E sempre fui exigente / pra cavalhada que encilho!”
(Jayme Caetano Braun)
Henrique R. Noronha
Médico Veterinário
henriquenoronha@pop.com.br
ARTIG PUBICADO NO "JORNA DA QUERÊNCIA", EM JULHO DE 2009.
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